Oi gente,
No sábado faz dois meses que Rafaella nasceu.
Dois meses que passei pela cesariana. Olha, recuperação de cesárea é o caos… dói pra andar, pra levantar, pra sentar, pra deitar, pra tossir, pra espirrar. Talvez minha recuperação tenha sido mais dolorosa por conta de pouco repouso, o motivo vem a seguir!
Dois meses que passei pelo susto de ter alta sem a Rafa.
RELEMBRANDO: Quando Gabi nasceu de emergência (tive DPP por pré-eclâmpsia) ela teve que ficar na neonatal por 16 dias esperando completar 2kg e poder ter alta. Foi o pior período da minha vida. #FiqueiTraumatizada
VOLTANDO AO PARTO DE RAFA: Daí no dia da alta da nossa alta o GO passou cedo e me liberou, ficamos aguardando o pediatra. Por conta da neonatal e o hospital estarem lotados (todo mundo resolveu ter filho no fim-começo de ano) o pediatra só conseguiu passar lá pelas 13h. Então a notícia ruim, a Dra achou Rafa amarelinha e pediu exame para medir a taxa de bilirrubina (suspeita de ictericia). Se a taxa viesse alta ela teria que ficar no banho de luz alguns dias e eu ir embora sem ela. #Desespero
Só de lembrar o que passei visitando Gabi todos os dias no hospital já comecei a chorar, mesmo sem saber o resultado.
Mas ainda assim eu tinha esperança que dessa vez seria diferente, que eu ia embora com minha bebê. Pois, Deus estava escrevendo toda a história de forma diferente dessa vez. Já que:
Consegui ter um parto planejado (Não deu pra ser parto normal como eu queria. Isso é “causo” pra outro post). No parto de Gabi acharam que ela estava morta qdo cheguei ao hospital, então me deram a peridural e uma anestesia geral (não vi N-A-D-A).
E dessa vez contratei profissional pra fazer fotos do parto, o marido assistiu, foi lindo tipo o “Boas Vindas” do GNT kkkkkkkkk
Consegui amamentar… na gravidez de Gabi não consegui.
Então, na hora da alta eu pensei, desse vez saio com minha gostosa no colo. Tudo diferente.
Mas, a taxa do exame deu bem alterada e a alta dela foi suspensa. Enquanto a médica subiu pra pedir que a enfermeira viesse buscá-la chorei compulsivamente todas as lágrimas que eu tinha, mesmo sabendo que não era nada grave.
Mas eu ia sair sem ela e ter que voltar ao hospital operada para vê-la e ficar sentada ao lado da incubadora todo o tempo. Eu ia ao hospital 3 vezes no dia: às 10h começava a visita e eu estava lá, voltava em casa para almoçar. Duas da tarde estava lá dinovo na esperança de conseguir que a médica me deixasse amamentar. Saía às 17h, descansava um pouco, jantava e voltava às 19h pra ficar até às 21h. Ou seja, esquece o repouso da cesárea. Mas, ok … depois de 4 dias e algumas brigas com as médicas a Rafa veio embora). Nem contei que quando pensei que estava livre do hospital meus pontos arrebentaram e fui parar no hospital no dia seguinte da alta de Rafaella. kkkkkkkkkkkkk (Isso tb rende outro post)
A primeira noite dela em casa foi frenética, acordando de 2 em duas horas e a gente dormindo 30 minutos nesses intervalos. Mas eu tava tão feliz que ela estava em casa que nem reclamei.
Desses dois meses tirei algumas lições:
- O primeiro mês parece que não vai acabar nunca mais. Mas acaba.
- A sensação é de que minha vida vai parar para sempre, que nunca mais tomarei banho com mais de 5 minutos. Mas a vida volta.
- Tinha certeza que não ia dormir uma noite inteira NEVER. Mas hoje a Rafa só acorda 1 vez na madrugada, e ela só tem 2 meses!!!
- Não gosto de pessoas mexendo nas minhas coisas , mas precisei muito delas nos primeiros 15 dias. Muito mesmo.
- Mesmo que não pareça, as crises de cólica melhoram. A gente chora junto com o RN nascido no começo, mas depois a gente aprende a lidar e tudo melhora.
- Aprendi que meu marido nasceu pra ser pai e ele é o melhor ajudante que poderia ter com a Rafa. Melhor até que minha mãe. Descobri que eu o amo mais ainda.

Dois tesouros que Deus me deu!
Sempre fomos uma família feliz e nem dava pra imaginar que poderíamos ser mais felizes. Mas somos!
O amor não é dividido, é multiplicado.
Nem tudo são flores, mas quando é … a gente rega.
Bjos em todos! Estava com saudades.



Muito amor